Bárbara Heliodora
Crítica, ensaísta, professora, diretora e tradutora, a carioca Bárbara Heliodora não é apenas a decana entre os críticos teatrais brasileiros, mas um dos grandes nomes das artes cênicas do país. Rigorosa, influente e dona de grande erudição, é reconhecida como uma das maiores especialistas brasileiras na dramaturgia de William Shakespeare, sobre a qual publicou livros e ensaios, inclusive em revistas estrangeiras, como a inglesa “Shakespeare Survey”.
Estudou Língua e Literatura Inglesas no Connecticut College e começou a fazer crítica teatral na “Tribuna da Imprensa”, em 1958. Logo depois foi para o Suplemento Dominical “Jornal do Brasil”, de onde saiu em 1964. Em 1985 retomou as atividades de crítica na revista “Visão”, e desde 1990 escreve em “O Globo”.
Entre 1964 e 1967, dirigiu o Serviço Nacional de Teatro, SNT, e em seguida passou a se dedicar ao ensino. Deu aulas de história de teatro no Conservatório Nacional de Teatro e no Centro de Letras e Artes da Uni-Rio, onde se aposentou em 1985. Ensinou em cursos de pós-graduação na Universidade de São Paulo, onde defendeu tese de doutorado A expressão dramática do homem político em Shakespeare, em 1975.
Publicou vários livros, entre eles, Falando de Shakespeare, uma reunião de conferências; Martins Pena, uma introdução e Reflexões shakespearianas, coletânea de ensaios.
Traduziu peças de William Shakespeare, como A comédia dos erros, Sonho de uma noite de verão, O mercador de Veneza, Noite de Reis, Romeu e Julieta, César e Cleópatra, Rei Lear, entre outras; O cerejal e A gaivota, de Anton Tchekhov, Bodas de Fígaro, de Beaumarchais, Testemunha de acusação e outras peças, de Agatha Christie; livros de teoria teatral como O teatro do absurdo, A anatomia do drama, Brecht: dos males o menor, todos de Martin Esslin; Método ou loucura, de Robert Lewis, e Shakespeare, de Germaine Greer.
Como diretora, encenou “O hóspede inesperado”, de Agatha Christie; “Pluft, o fantasminha”, de Maria Clara Machado e “Senhorita Julia”, de August Strindberg, entre outros textos.
Entre as honrarias que recebeu destacam-se a Medalha Connecticut College, a medalha João Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras, e a comenda de “Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres”, concedida pelo Ministério da Cultura da França.
Fonte: Lu Fernandes Escritório de Comunicação.







