Mário Bortolotto

mariobortolotto.jpgPolivalência é a principal característica do inquieto Mário Bortolotto, nascido em Londrina, em 1962. Desdobra-se como ator, diretor, cantor, escritor, radialista e dramaturgo. Filho de um caminhoneiro e de uma dona de casa, Bortolotto é um autodidata. Começou a se interessar pela leitura por meio de histórias em quadrinhos e os primeiros textos que escreveu eram desse gênero. Tinha 12 anos quando fez seu primeiro papel no teatro e 19 quando fundou o grupo de teatro Chiclete com Banana, atual Cemitério de Automóveis, que gosta de definir como “plataforma de lançamento de livros, peças de teatro, shows de música e cinema”.

Cronista da vida urbana, Bortolotto reconhece a influência de Charles Bukowski e Henry Miller em seus textos, nos quais o tom coloquial da linguagem, modos alternativos de vida e personagens na contra-mão dão o tom. Toda a sua trajetória se desenvolveu fora dos esquemas convencionais da produção teatral e literária. “O sucesso não me interessa”, disse em uma entrevista concedida a Renato Musa.

Bortolotto cria sem parar: é autor de cerca de 50 textos para teatro, publicados em quatro volumes pela Atrito Art. Dentre eles estão “Medusa de Rayban” e “Deve ser do caralho o carnaval em Bonifácio”. Além de textos para o palco, escreveu o romance Bagana na chuva (Ciência do Acidente), o romance policial Mamãe não voltou do supermercado (Atrito Art), o livro de poesia Para os inocentes que ficaram em casa (Atrito Art) e Gutemberg blues (Atrito Art), uma seleção de textos jornalísticos, entre outros.

Como compositor e vocalista, participa da banda de rock Tempo Instável e do trio Saco de Ratos Blues, que lançou o CD “Cachorros gostam de bourbon”, com composições de sua autoria. Ganhou o Prêmio Shell de melhor autor no ano 2000, pelo texto “Nossa vida não vale um Chevrolet”. Ganhou o Prêmio APCA pelo conjunto da obra. Em 2003, recebeu o prêmio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Belo Horizonte por seu trabalho no curta-metragem “Enjaulados”, de Luiz Montes.

Adaptou para teatro os livros Tanto faz, de Reinaldo Moraes; O herói devolvido, de Marcelo Mirisola; Dentes guardados, de Daniel Galera; Faroestes, de Marçal Aquino; Ovelhas que voam se perdem no céu, de Daniel Pelizzari; Clavículas, de Cristiano Baldi e Chapa quente, de André Kitagawa.

Escreve no blog www.atirenodramaturgo.zip.net.

Fonte: Lu Fernandes Escritório de Comunicação