Nadine Gordimer
Nadine Gordimer nasceu em 20 de Novembro de 1923 em Springs, no Transval, uma cidade mineira dos arredores de Joanesburgo, África do Sul. Filha de emigrantes judeus - o pai era joalheiro vindo da Letuânia, a mãe originária de Londres - Nadine estudou estudou numa escola de orientação cristã. Geralmente confinada em casa por excesso de zelo de sua mãe em relação à sua saúde, escreveu o primeiro conto aos nove anos de idade. A mãe de Nadine impressionada com o modo como eram tratadas as crianças negras, abriu uma creche, para dar apoio gratuito a essas crianças. Aos 15 anos Nadine passou a escrever pequenas histórias que publicou anos mais tarde com o nome de Face to Face, um livro que revelava as suas preocupações quanto à segregação racial na sociedade sul-africana. Estudou na Universidade de Witswatersrand, Joanesburgo e viajou bastante por África e América do Norte. Casou duas vezes e tem uma filha e um filho, que vivem fora da África do Sul. Nadine já foi traduzida em mais de trinta línguas. Gordimer é uma das escritoras sul-africanas mais destacadas da atualidade. Sua obra, pela qual recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1991, reflete com objetividade as grandes diferenças sociais entre brancos e negros no clima de “apartheid”, recentemente extinto na África do Sul. Disse, numa entrevista, que o dia em que se sentira mais orgulhosa na sua vida , não fora quando recebeu o Nobel, mas quando, em 1986, testemunhara num julgamento, para salvar as vidas de 22 membros da ANC, acusados de traição. No Brasil foram publicadosos os romances A arma da casa, O engate, Ninguém para me acompanhar - pela Companhia das Letras -, e A filha de Burger, O pessoal de July, Uma mulher sem igual, pela Editora Rocco, que também lançou a coletânea de ensaios O gesto essencial.
(Fotografia: Marcela de Niz)







