A FLIP das ruas

A FLIP não se restringe às tendas. A maioria das pessoas que já participaram de alguma das edições da festa em Paraty sabe disso. Quem ainda não teve essa oportunidade, deve prestar muita atenção ao que acontece nas ruas, o circuito OFF. Se aquele ingresso para determinada mesa não estava mais disponível, não desanime. Você pode assistir pelo telão, de graça, sentado na praça, fora da Tenda Matriz. O dinheiro do ingresso compra um belo pastel e ainda sobra troco. Ou pode circular pela cidade e ver a quantidade de escritores desconhecidos que fazem de tudo para ser vistos.
É o caso do paraibano Paulo Cavalcante (foto acima), que viaja 48 horas de ônibus e passa os dias em pé, promovendo o seu livro O martírio dos viventes. Nós o vimos lá nas edições de 2006 e 2007, chapéu de couro e cuia d’água na cintura, equilibrado num par de sapatos estranho, com quase 50cm de altura. São sapatos despensa, onde guarda maçãs e biscoitos. Simpático, bom de papo, Paulo é formado em História pela Universidade Federal da Paraíba.
A senhora simpática ao lado é Jandyra Moniz Torres, outra personagem que esbanjou alegria e vitalidade, conversando conosco em 2006 enquanto vendia seus livros anteriores e lançava o infantil, Camille. Além de escritora, Jandyra é jornalista, tradutora juramentada e traduziu vários livros para o francês. Em 2007, com Camille, recebeu o II Prêmio Fábrica de Livros na Bienal de Livros do Rio de Janeiro.  
A FLIP é assim. Literatura, poesia, música e boemia se misturam pela cidade.
Fotos: Sergio Fonseca

5 Responses to “A FLIP das ruas”

  1. juli mariano Says:

    Esse ano nos três vamos!! bjs

    uhuhu!!! vai ser ótimo, Juli!
    beijo da Ane!

  2. K. - incompletudes.wordpress.com Says:

    Oi Ane, oi Sérgio :)
    sempre vejo vocês lá no Geraldo e, estou querendo muito ir à FLIP esse ano (isso se a minha parte profissional deixar…rs.). Entrei lá no site e fiquei um pouco perdida em relação a como devo me organizar, no sentido de hotel, mesas, grana, etc.

    Tenho dúvidas nas questões práticas como:

    - quanta se gasta em média?
    - com quanto tempo devo reservar hotel?
    - existem muitas diferenças de valores de hotel?
    - como chegar?
    - O que levar?
    - Como funciona a compra de ingressos?

    Se vocês puderem dar algumas dicas para nós, marinheiros de primeira Flip, agradeço!!!

    beijo, obrigado!

  3. ane aguirre Says:

    Olá K.
    Aguarde, vamos tentar responder tudinho!
    Beijo! ;)

  4. Edson Moura Says:

    O Paulo Cavalcanti é amigo aqui da Paraiba, e sempre esbarro com ele na flip…Na verdade, acho as ruas, as conversas de botequins e as cachaças o melhor da FLIP…

  5. sergiofonseca Says:

    Grande Edson, você irá esse ano?
    Forte abraço!

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