Archive for maio, 2008

Paraíso Perdido

quarta-feira, maio 28th, 2008

“Hipnótico. [...] Os personagens de Nooteboom são cativantes,
seu diálogo é cheio de humor e sua narrativa
transborda de reflexões sobre identidade e redenção.”
[The Washington Post]

capa-paraiso-perdido-cees Com mão delicada e precisa, circulando entre vários narradores, tempos e espaços, Cees Nooteboom, um dos maiores escritores holandeses em atividade, cria uma bela fábula de encontros e desencontros, pontuada de aventuras amorosas e existenciais.

Alma e Almut são brasileiras, jovens e bonitas. Netas de alemães, historiadoras da arte, viajadas, vivem no conforto dos Jardins, em São Paulo, até Alma ser estuprada nas imediações de uma favela. As duas amigas resolvem, então, buscar outros ares num país que sempre as deslumbrara: Austrália.
Ali, as duas pretendem entrar em contato com a cosmogonia e a cultura milenar do país. Porém, enquanto Alma, a mais espiritual, busca “exorcizar um demônio”, sua amiga Almut se ocupa em levantar algum dinheiro trabalhando. Depois que Alma se envolve num rápido affaire com um inescrutável pintor aborígene, as duas amigas partem para a cidade de Perth, onde arranjam trabalho vestidas de anjos em uma performance artística durante um festival, episódio inspirado num fato real.

Da Austrália, a trama, habilmente construída com avanços e recuos no tempo e no espaço, deságua em Amsterdã, onde encontraremos Erik Zondag, um amargo, cético e divertido crítico literário. De partida para um spa na Áustria, onde tentará perder peso e se curar de um insidioso alcoolismo, ele não imagina que o acaso o levará a um reencontro com o passado.

Cees Nooteboom, “um dos maiores romancistas modernos”, na opinião da escritora e crítica inglesa A. S. Byatt, e certamente um dos mais importantes autores da Holanda, faz jus, em Paraíso perdido, à reputação que tem de “estilista cuidadoso da prosa, com notável inclinação filosófica”, nas palavras do Nobel de literatura J. M. Coetzee.

Paraíso Perdido
Cees Nooteboom
Companhia das Letras, 2008.
Tradução: Cristiano Zwiesele do Amaral
Capa: warrakloureiro
Brochura, 160 páginas
ISBN: 9788535912296
R$ 32,00

Fonte: Companhia das Letras

Pós-Guerra

quarta-feira, maio 28th, 2008

“Ritmo de thriller e alcance de uma enciclopédia. Brilhante.”
[New York Review of Books]

“Este é o melhor livro de história sobre a Europa no período após a
Segunda Guerra Mundial, e não deverá ser superado por muitos anos.”
[Publisher's Weekly]

“Impressionante. O texto evoca a vida real; seu alcance - que
abrange países tanto pequenos como grandes - é sem igual.”
[The New Yorker]

O inglês Tony Judt, um dos historiadores e intelectuais mais respeitados da atualidade, dedicou pelo menos uma década de pesquisa e reflexão à desafiadora tarefa de escrever a primeira História da Europa contemporânea. Ao longo de novecentas páginas, Pós-Guerra vai de Portugal à Rússia, abrangendo 34 países e cobrindo um período de sessenta anos em uma só narrativa.

Com uma abordagem inovadora, Judt trata praticamente todo o século XX como “o epílogo da Segunda Guerra” e considera o ano de 1989, marcado pelo colapso do comunismo e a queda do muro de Berlim, este sim o começo do fim do pós-guerra.

Apesar do tamanho e complexidade do continente, Judt criou um relato coeso de seu passado recente. Sofisticado e ao mesmo tempo acessível leigos no assunto, Pós-guerra reúne relações internacionais, políticas internas, pensamentos e teorias, mudanças sociais e aspectos culturais numa grandiosa narrativa.

Cada país tem seu momento de entrar em cena, ainda que os chamados grandes temas estejam sempre em foco - a guerra fria, a relação de amor e ódio dos países europeus com os Estados Unidos, a decadência e o renascimento cultural e econômico, o mito e a realidade da unificação econômica na Comunidade Européia, nenhum deles ofusca o grande personagem que é este continente como um todo.

Uma das conclusões mais interessantes a que Judt chega é apresentada no último capítulo, “Da casa dos mortos”, no qual analisa o efeito do Holocausto sobre a personalidade coletiva do continente. Ainda que tenha levado mais de quarenta anos para ser assimilada, é exatamente a tragédia da Segunda Guerra que confere unidade à Europa.

Seguindo essa linha de raciocínio, o autor critica também a atual posição política de Israel, que, apoiado pelos Estados Unidos, distorce o significado do Holocausto e o simplifica ao nível de uma matança de judeus. Judt, que também é judeu e viveu o período do pós-guerra na Europa, afirma que, com isso, o momento histórico fica esvaziado de significado. Para ele, a compreensão da importância do Holocausto passa pela percepção da universalidade do mal que um povo pode impingir a outro em qualquer genocídio. Ele destaca o drama do Kosovo e da Iugoslávia, por exemplo, como um alerta: a lição ainda está por ser aprendida.

Mas Pós-Guerra não se detém a uma só conclusão. Judt analisa assuntos tão diferentes e tão importantes na formação e na unificação do caráter da Europa contemporânea - os movimentos estudantis, culturais e de independência, o cinema e até o futebol.

Pós-Guerra foi eleito um dos dez melhores livros do ano de 2005 pelo New York Times e escolhido pela revista Time como o melhor livro do ano.

Pós-Guerra
Tony Judt
Tradução: José Roberto O’Shea
Brochura - 880 páginas
R$ 79,90
ISBN 978-85-7302-879-9

Fonte: Objetiva

Zangareio - Pescador de Palavras

quarta-feira, maio 28th, 2008

Numa nota recente, dissemos que voltamos de Paraty cheios de novidades, algumas ainda em “OFF”. Pois bem. Uma delas acaba de içar velas. Durante o período da Festa Literária, será lançado “Zangareio - Pescador de Palavras“, do poeta caiçara Flávio de Araujo. A poesia de Flávio navega nos modos de ser e estar do homem do mar e da população caiçara. Suas reflexões diante do processo civilizatório, suas dificuldades, sua luta. Flávio diz que não se trata de um livro regional. Seu intuito é mostrar que um homem simples, de família tradicional caiçara pode falar e questionar o mundo em que vive, de igual para igual. Aguardemos pois.

BEM-VINDO À SATOLEP!

terça-feira, maio 27th, 2008

No caminho para o sul, a paisagem ganha o peso dos sonhos. A cerração, a planície, o vento frio. Tudo isso se intensifica quando nos aproximamos de Satolep, cidade que o gaúcho Vitor Ramil construiu a partir de sua Pelotas natal. A história do romance Satolep (anagrama da palavra “Pelotas”), de Ramil, começa com um retorno. No dia do seu aniversário de trinta anos, o fotógrafo Selbor volta à cidade onde nasceu, a úmida e fantasmática Satolep.

No início da década de 90, depois de cinco anos morando no Rio de Janeiro, Ramil fez movimento similar e voltou a viver no sul. Foi o momento em que começou a refletir de maneira mais vigorosa sobre sua identidade gaúcha, e lançou as bases do que viria a chamar de “estética do frio“. As palavras de Selbor (”voltar… Saiba que, seja o que for, significa muito”) encontram eco no famoso conto de Borges, “O sul”, em que o personagem retorna à estância de seus avós maternos e, durante a jornada austral, suspeita que viajava também ao passado.

É este encontro, do narrador e seu passado, que está em jogo em Satolep; uma espécie de encruzilhada onde a herança dos tempos idos e as tensões do presente convergem sem encontrar um equilíbrio (”às vezes, o lugar onde queremos chegar fica exatamente onde estamos”, reflete Selbor). Além de uma paisagem de vento, noites brancas e telhas enegrecidas, uma cidade “amiga dos silêncios e dos vazios”, o protagonista do romance se depara com personagens reais da história pelotense, caso do escritor João Simões Lopes Neto, autor dos livros Contos gauchescos e Lendas do sul; do poeta, jornalista e boêmio Lobo da Costa; e do cineasta Francisco Santos, autor de um dos primeiros filmes de ficção realizados no Brasil.

O próprio narrador, Selbor, tem uma origem real. Foi inspirado em um fotógrafo que documentou amplamente a cidade de Pelotas no início do século XX. Essas fotografias, publicadas originalmente em um livro chamado Álbum de Pelotas, organizado por Clodomiro Carriconde, em 1922, foram recolhidas por Ramil e serviram como ponto de partida para o romance. Em Satolep, elas ocupam um lugar central. Selbor é o autor das fotos, “uma espécie de diário de viagem, um relato indireto dessa minha volta a Satolep”. Essas imagens surgem intercaladas à narrativa, sempre acompanhadas de textos breves, instantâneos de neblina, lirismo e alucinação. Estes excertos são encontrados por Selbor dentro de uma pasta, esquecida por um rapaz na estação de trens. De maneira fantástica e misteriosa, eles parecem complementar os cliques de Selbor. “Os textos da pasta haviam sido tirados pelo rapaz a partir de imagens futuras de minha autoria”, espanta-se o personagem. Esses curtos relatos seguem os passos do narrador-fotógrafo pela cidade, reservando a ele uma espécie de narrativa poética de sua trajetória.

Explorar esses escritos, sua relação com as fotos, revela-se para Selbor como uma espiral vertiginosa de busca por si mesmo. “Nascer leva tempo”, sentencia Ramil. Entender o passado faz parte deste processo. A identificação entre o narrador e a cidade, que é transferida da “fotografia”, do espaço, para a memória, é o motor do romance (”o homem faz a cidade, a cidade faz o homem”, diz o escritor João Simões). Satolep se interpõe no caminho do narrador; está enraizada, é irremovível e condiciona os atos e sentimentos deste protagonista. O narrador e a cidade parecem feitos da mesma substância, uma certa neblina e vento frio, a “umidade que sai de noite e dorme de dia”.

Além de livro, Satolep é também nome de uma música, de um disco (”Satolep Sambatown”, de 2007) e de um personagem de Ramil, o Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do músico e escritor. Pedaço de um Brasil muito particular, Satolep é presença fixa na obra de Vitor Ramil, um lugar a qual ele recorre, percorre e busca recriar para constituir a si próprio e “tornar nítido até o que não existe”.

!satolep á sodniv-meB.

 

SATOLEP
Vitor Ramil
ISBN 978-85-7503- 709-6
Capa dura, 21 x 11,5 cm
288 páginas, 28 ilustrações
R$ 39,00

Fonte: Cosac Naify

Celular

terça-feira, maio 27th, 2008

Epifanias do cotidiano

Primeiro autor de língua alemã a participar da FLIP lança livro de contos

Um dos seis melhores romancistas jovens da Europa.
[New Yorke Yorker]

Convidado da Festa Literária Internacional de Paraty, Ingo Schulze, 46, é um cidadão em constante deslocamento. O escritor natural de Dresden já visitou dezenas de países para fazer leituras públicas e participar de eventos literários. Seus livros também circulam bastante pelo mundo nas 27 línguas em que foram traduzidos. Depois de escritores da Espanha, França e Argentina, a Cosac Naify leva à 6ª edição da FLIP um grande talento da literatura alemã atual Schulze foi considerado pela New Yorke um dos seis melhores escritores jovens da Europa contemporânea.

Com diversos prêmios e elogios da crítica internacional, Schulze foi chamado pelo seu conterrâneo Günter Grass de “o nosso novo escritor de épicos”. Celular - treze histórias à maneira antiga recebeu o prêmio de melhor livro de ficção na Feira de Leipzig de 2007. Nessa coletânea de contos, Schulze narra os encontros e desencontros de personagens comuns, com simplicidade e linguagem saborosa, desmistificando a fama de que a literatura alemã seja cerebral demais e para poucos.

O pano de fundo da antiga Alemanha Oriental, onde o escritor nasceu e morou, aparece às vezes com toques do filme Adeus Lênin!, porém sem a Ostalgie, a dita nostalgia do Leste, mostrando como a vida de ocidentais e orientais se transformou nesses quase vinte anos após a queda do Muro. Na verdade, tudo mudou. Sejam as novas configurações da família quando o homem cuida da casa, e a mulher trabalha fora, ou histórias de paternidade descoberta tardiamente, o vandalismo gratuito, o medo do terrorismo, das guerras, a decadência do Leste Europeu pós-comunista.

Em Celular, muitas vezes basta um olhar mais irritado para mudar profundamente a aparência harmônica de um novo amor, a relação entre vizinhos ou uma descontraída viagem de férias. Seja num cabeleireiro em Manhattan ou em uma casa de campo perto de Berlim, há sempre uma atmosfera de tensão pairando nas histórias que aparentam tratar das coisas mais banais. Mas essas situações, quando vistas pelas lentes do grande observador que é Schulze, são tratadas com humor e linguagem apurada.

Os contos falam desses deslocamentos da felicidade, nos quais os personagens se defendem contra um mundo em constante aceleração, o mundo do celular, do tempo do celular, este aparelho que nos torna excessivamente comunicáveis e que não nos permite sumir ou ficar em silêncio. E Schulze reflete justamente sobre isso, e sobre sua condição de escritor diante dessa realidade.

Assim, ele constrói essas complexas teias de relações do cotidiano prosaico com extrema habilidade, e com este livro moderno se mostra um grande narrador - à maneira antiga.

Celular – Treze histórias à maneira antiga
Ingo Schulze
Tradução e posfácio: Marcelo Backes
Orelha: Márcio Seligmann-Silva
Brochura - 352 páginas
R$ 45,00
ISBN 978-85-7503- 713-3

Fonte: Cosac Naify

Ainda há pousadas

terça-feira, maio 27th, 2008

É claro que não podemos alimentar enormes esperanças de boas acomodações faltando pouco mais de um mês para o início da VI FLIP. Algumas pousadas fazem a pré-reserva de seus hóspedes para o próximo ano assim que o evento termina. Outras ficam completamente indisponíveis para reservas externas à produção do evento. Mas há boas pousadas que oferecem bons serviços e boa localização, sim - e quanto mais cedo a reserva for feita, melhor. Não foram poucas as pessoas que aconselharam que o contato para reserva fosse feito em março, talvez em fevereiro. Pois bem. Mesmo sem saber a programação as pessoas já sabem que querem estar na FLIP, não parece estranho? Mas é assim. A festa acontece independente da programação. Os convidados já vão antecipando tudo, mesmo sem os convites nas mãos.

Pois bem. Na relação de pousadas ainda há boas possibilidades, mesmo nas opções econômicas. O que consiguimos checar ao vivo durante os dias em que estivemos em Paraty foi que ainda havia os apartamentos e vagas abaixo:

- Pousada Recanto da Ladeira: dois apartamentos triplos (R$ 1.580,00) e um apartamento duplo (R$ 1.050). Um lugar muito agradável!

- Pousada do Forte: dois apartamentos casal (R$ 1.760,00). É grande, mas fica lotado.

- Hostel Don Quixote: três camas em um quarto e seis em outro (R$ 70,00 por dia e por pessoa). Opção econômica em pleno Centro Histórico.

- Solar D’Alcina: três apartamentos disponíveis (superior R$ 1.650,00). É nova e é encantadora, além de oferecer um café da manhã natural e com muitas opções de pães e biscoitos (nada de presunto).

- Pousada Coco Verde: quatro apartamentos (casal R$ 1.200,00). É possível negociar se fechar reserva com mais de um apartamento.

- Pousada Tucano: apartamentos casal por R$ 1.000,00, perto das Tendas da FLIP.

- Mar Cel - apartamentos casal por R$ 1.000,00. Fica perto das Tendas da FLIP, tem atendimento simpático e oferece café da manhã e da tarde.

Mas os itens acima não são as únicas opções. É preciso checar cada pousada (por telefone ou e-mail) porque ainda há vagas em várias delas. Mesmo nas que estão aparentemente lotadas, pois pode haver alguma desistência nas reservas. Então, o ideal é não desistir e procurar o que seja adequado aos seus dias de FLIP. Não demore pensando porque as reservas para hospedagem definitivamente não precisam de uma programação oficial, elas andam por si.

Boa sorte nas buscas!

Vanessa Barbara e Emilio Fraia lançam O Verão do Chibo

segunda-feira, maio 26th, 2008

Emilio Fraia e Vanessa Barbara nasceram na cidade de São Paulo, em 1982. Passaram a infância no mesmo bairro e se formaram em jornalismo na mesma faculdade. Além da escrita em parceria, ambos mantêm uma produção independente de textos jornalísticos e de ficção, colaboram com jornais e com a revista piauí. Emilio escreve também para a revista Trip e foi editor do fanzine Givago. Vanessa edita o almanaque virtual A Hortaliça  e é também tradutora. O verão do Chibo (Alfaguara, 2008) é o primeiro romance que publicam. Os dois deverão participar da mesa de jovens autores. Vanessa estará na FLIP com dois livros. Adepta do novo jornalismo, além da parceria com Emilio, ela escreveu o recente “O Livro Amarelo do Terminal” (Cosac Naify, 2008), livro-reportagem sobre a rodoviária do Tietê.

José Miguel Wisnik na FLIP

segunda-feira, maio 26th, 2008

Músico, compositor, ensaísta, doutorado em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo, onde leciona Literatura Brasileira, José Miguel Wisnik estará na FLIP 2008. Esta será sua terceira participação na festa. Em 2004 dirigiu e participou do show de abertura, homenagem a Guimarães Rosa. No domingo de encerramento, deu uma belíssima palestra sobre “O recado do morro”, um dos contos mais extraordinários de João Guimarães Rosa. Em 2006 substituiu na última hora o argentino Ricardo Piglia, que cancelou sua participação por motivos de saúde. Coincidentemente, Wisnik falou sobre Machado de Assis, o homenageado de 2008. No vídeo abaixo, José Miguel Wisnik toca e fala sobre “Trio de efeitos”, composição sua em parceria com Luiz Tatit, no projeto “Conversa com Verso” no Centro Cultural Aúthos Pagano (Lapa, São Paulo).

Dia azul

domingo, maio 25th, 2008

Dia azul

Originally uploaded by flip.parati

Paraty, 22.05.08. Foto: Sergio Fonseca (celular)

Dos dias em Paraty

sábado, maio 24th, 2008

Estivemos em alguns lugares, como pousadas e restaurantes, para conferir condições e preços e alimentar a página de Dicas. Estivemos na Casa Azul (que é branca). Passeamos pelo terreno onde a Tenda dos Autores deve ser montada. Vimos que a casa onde normalmente funciona a Sala de Imprensa está praticamente inabitável e passando por uma reforma profunda (ou seja, não sabemos onde será instalada a sala de imprensa neste ano, mas definitivamente não será no mesmo local). Encontramos o Caio Carmacho pelas esquinas nos momentos mais improváveis - detalhe é que não combinamos tais encontros e nem ele sabia que estaríamos por lá. Encontramos, também ao acaso, o poeta Flávio Zangareio na Praça do Chafariz e ele nos contou um segredo em OFF, e assim o manteremos até segunda ordem. Falamos com as pessoas da cidade, o pessoal dos barcos, dos bares, das lojas. Uma mocinha viu as câmeras fotográficas e nos perguntou o que estávamos procurando. Respondemos que estávamos fazendo uma pesquisa sobre a FLIP e comentamos que não sabíamos ao certo quais os autores viriam. Ela respondeu: “É Machado de Assis”. Sorrimos e dissemos que este era o autor homenageado, mas havia outros escritores que ainda confirmariam participação no evento. Ela foi rápida: “Ah, não se preocupem! Virão todos. Quando chega a FLIP tá todo mundo aí, todos eles!” Então ficamos mais aliviados. Ela deve estar certa.

Novidades

sexta-feira, maio 23rd, 2008

Depois de uma rápida passada por Paraty, voltamos com as malas pesadas de novidades. Algumas precisam de uma leve organização, outras são segredos em “Off” e não poderemos contar ainda.

O pessoal da Casa Azul nos informou que o novo site para a VI FLIP deve entrar no ar na próxima semana.

Sobre a programação oficial, a Assessoria de Imprensa informa que já tem todos os nomes dos autores e a programação completa deve ser anunciada em coletiva de imprensa até o final da semana que vem.

As vendas antecipadas dos ingressos, de acordo com a A4, começam a partir de 10 de junho.

Estamos preparando mais informações sobre os autores brasileiros na VI FLIP.

Maré cheia

quinta-feira, maio 22nd, 2008

A maré cheia invade as ruas do Centro Hstórico, 22.05.2008, 09h13, Paraty

Mais um autor brasileiro na FLIP

quinta-feira, maio 22nd, 2008

Ainda em Paraty, o FLIP Recortes confirma a presença do jornalista Emílio Fraia na FLIP. Ele fará parte da mesa de novos autores, junto com Vanessa Barbara, lançando o livro “O verão do Chibo”,  pela Alfaguara.

Jogo rápido

quarta-feira, maio 21st, 2008

Estamos aqui em Paraty. Conforme anunciamos há algum tempo, Tom Stoppard estará presente à VI FLIP. A organização também confirmou hoje, segundo a Folha Ilustrada, a presença de Ingo Schulze, um dos principais nomes da literatura alemã contemporânea. Ingo nasceu em Dresden, em 1962 e vive atualmente em Berlim. Já teve um livro publicado no Brasil.

Finalmente começam a surgir os primeiros nomes brasileiros. Cassiano Elek, diretor editorial da Cosac Naify anunciou quatro nomes da editora que deverão estar na FLIP. O jornalista Humberto Weneck lança “O Santo Sujo”, sobre o músico Jayme Ovalle. Vanessa Barbara, 25, repórter da revista Piauí, integra a mesa de jovens autores e lança “O Livro Amarelo Terminal”. O músico gaúcho Vitor Ramil, lança o romance “Satolep“, que inclui fotos de Pelotas. O crítico Lorenzo Mammì falará sobre bossa nova em uma das mesas.

Direto de Paraty, dicas econômicas!

terça-feira, maio 20th, 2008

Estamos aqui em Paraty. Descobrimos algumas coisas interessantes. Aí vai um pequeno pacote de dicas:

Pousada Coco Verde
Ainda possui 4 aptos para FLIP, custando R$ 1.200,00 o pacote (de 02 a 06/07) para duas pessoas incluindo ar condicionado, TV, Frigobar, e café da manhã. Há possibilidade de desconto em caso de fechar ao mesmo tempo dois aptos. Também há possibilidades de aptos para 3 ou 4 pessoas, tudo negociável com a Heloisa (moça simpática), basta ligar ou enviar um e-mail.

O lugar é agradável, com boa iluminação, próximo ao centro histórico.

Fica na Rua João Luiz do Rosário, 03 – Bairro Fátima
Fone: (24) 3371 -1039
pousadacocoverde@hotmail.com  – Heloiza.

Hospedagem econômica? Vamos falar mais a respeito aqui.

Para pagar muito menos e dispor de um ambiente menos privado, porém confortável, a opção é o Don Quixote Hostel. Lá o Saul nos informou que ainda há disponibilidade de um quarto com três camas e outro com seis camas. São quartos com banheiro privativo, armários individuais com chave e café da manhã, além de possibilidade de acesso à Internet. O valor das diárias para os dias 02 a 06 de julho é R$ 70,00 por pessoa. Mas é preciso ligar e fazer a reserva com antecedência porque a procura está aumentando. O Hostel também disponibiliza uma cozinha aos seus hóspedes (outra boa medida econômica).

O preço pode até parecer salgadinho, mas se você comparar aos valores de pacotes das pousadas verá que existe uma diferença interessante, já que no Hostel o custo total dos quatro dias é de R$ 280,00.

No Don Quixote também existe um cyber, disponível a todos. O uso da Internet por meia hora custa R$ 2,00 e por uma hora custa R$ 3,00.

Fica na Rua da Lapa, 07 – Centro Histórico
Fone: (24) 3371-1782
Site: www.donquixotehostel.com
E-mail: reservas@donquixotehostel.com
MSN: donquixotehostel@hotmail.com

Comidinhas

Descobrimos um “restaurantezinho” pra lá de simpático, com comida honesta e preços mais ainda. É o Tempero Brasileiro, onde a Maga oferece um almoço que chama de “prato do dia” (e cada dia é mesmo um prato diferente, às quartas-feiras, por exemplo, é feijoada) com um preço de (sim, acreditem!): R$ 6,00. A Maga diz que vai manter o mesmo preço durante a FLIP. O restaurante é novinho, abriu há seis meses e por enquanto funciona servindo só almoço e marmitex, mas há planos para servir jantar também até julho.

Mas o Tempero Brasileiro não fica só no prato do dia, não. Também oferece saborosos pratos individuais a la carte com preços entre R$ 8,00 e R$ 10,00. Entre as possibilidades por R$ 8,00 estão: filé a parmegiana com arroz e fritas; filé de peixe ao molho branco e queijo gratinado com arroz e fritas;prato da casa feito de salada especial com grelhado e arroz; filé de peixe grelhado ao molho de alecrim, acompanhado de arroz e salada; frango ou filé à brasileirinha (grelhado com alho) acompanhado de arroz, banana à milanesa e salada; lasanha à bolonhesa; supremo de frango ou filé (à milanesa com presunto e queijo) acompanhado de arroz e salada; massa ao molho branco ou ao alho e óleo acompanhada de um grelhado, espetinho misto acompanhado de arroz, feijão e farofa. Entre os pratos que custam R$ 10,00 é possível optar por: um contra-filé com fritas acompanhado de arroz e banana ou peixe ao molho de camarão acompanhado de arroz e salada. Refrigerantes em lata por R$ 2,00, sucos por R$ 3,00, cerveja em lata por R$ 3,00, sobremesas por R$ 3,00.

Bom, né?
Atesto e dou fé que o ambiente é limpinho, familiar e bem agradável. Anote aí para conferir: Rua José Vieira Ramos, 15 Centro (próximo ao Centro Histórico), fone (24) 3371-1936.

Outra ótima opção para duas pessoas é o Restaurante Galeria do Engenho que tem 31 anos de tradição em Paraty e garantem que a refeição (mesmo em dias de FLIP) não demora mais do que 15 ou 20 minutos depois de feito o pedido. Para grupos há possibilidade de preços especiais (basta ligar e conversar). Os preços para duas pessoas ficam entre 20 e 25 reais (opções como filé de peixe com molho de camarão por R$ 24,90; contra-filé com purê por R$ 19,90; Omelete de camarão por R$ 22,90).

Fica no Centro Histórico, na Rua da Lapa, 18 – Fone (24) 3371-1680

Quase na esquina da Praça do Chafariz há (não por acaso) o Restaurante Chafariz que serve uma boa comida em pratos executivos ou à minuta. Entre as sugestões para duas pessoas estão o frango com fritas (R$ 19,90), frango à parmegiana (R$ 25,70), contra-filé com fritas ou contra-filé com legumes (R$ 21,90), filé de peixe com camarão (R$ 32,80), filé de peixe amazonas (R$ 37,60), moqueca de peixe (R$ 37,90) e posta de peixe com salada (R$ 32,80). Os pratos individuais variam de R$ 13,00 a R$ 16,00.

Agora, para os que (como eu) não resistem a uma lula à doré feita com perfeição, é indispensável dar uma passada pelo Restaurante Sabor do Mar. Peixes e frutos do mar estão sempre fresquinhos com absoluta garantia. Não é lugar para economizar, mas é lugar para ser feliz. Um prato bem servido de lula à doré sai por R$ 27,00; bolinhos de bacalhau custam R$ 15,70 (porção com 6 unidades). Para almoçar ou jantar há frutos do mar em feijoadas, paellas, spaguetti, bobó e caldeiradas com preços entre R$ 80,00 para duas pessoas; também moquecas para duas pessoas entre R$ 72,00 e R$ 78,00 (de peixe, camarão, polvo ou lula, além das lagostas com preço mais alto). Os pratos individuais como risoto de camarão ou de lula, fies de peixes, spaguetti com frutos do mar ou nhoque ao molho de camarão saem em média por R$ 37,00.

Fica na Rua Domingos Gonçalves de Abreu s/n no Centro Histórico, próximo à Praça do Chafariz. Fone: (24) 3371-1872) – www.eco-paraty.com/sabordomar

Mais econômico, embora da mesma rede, é o Restaurante da Sabor da Terra que oferece comida por quilo em um buffet com saladas, pratos quentes, frutos do mar, peixes, carnes, massas, risotos e o grill com churrascos e peixes feitos na hora. É um restaurante de ótima qualidade que custa apenas R$ 23,00 o quilo e foi eleito o melhor self-service de Paraty, portanto, imperdível.

Fica a cem metros do Centro Histórico, na Av. Roberto da Silveira, 180, fone (24) 3371-2384 e 3371-1872. Aberto todos os dias das 11h às 22h e aceita ticket refeição.
Site: www. paraty.com.br/sabordaterra

Comidinha caseira bem ao lado da Casa Azul, portanto pertíssimo da Tenda dos Autores (à direita de quem sai da tenda) tem no Bar da Terra. Há sempre uma sugestão da casa para duas pessoas: hoje era arroz, feijão, salada além de carne, peixe ou frango. O prato executivo sai por R$ 10,00 e a quentinha por R$ 5,00 (hoje era frango com batata ou strogonof de frango). Também servem pratos a la carte.

Então, daqui a pouco enviaremos mais dicas direto de Paraty. O que é que a gente não faz pela felicidade dos flipeiros, hein? Olha o sacrifício que é estar aqui em pleno azul de maio… só vendo para acreditar. Cidade linda que dói.