Flávio Moura fala sobre a homenagem a Machado de Assis
Durante a Coletiva de Imprensa realizada em 04 de junho na Livraria da Vila, em São Paulo, Flávio Moura, falou sobre a programação da FLIP e respondeu perguntas dos jornalistas. Entre as curiosidades, explicou a presença do crítico de arte e historiador Rodrigo Naves numa mesa sobre ficção. “A idéia da FLIP é justamente promover e provocar esses deslocamentos, trazer elementos novos. Rodrigo Naves falando sobre astistas plásticos é sensacional, mas é como as pessoas estão acostumadas a vê-lo e a lê-lo. Ele falando de ficção, estão menos acostumadas e eu tenho certeza que é tão interessante quanto. E esse é um elemento surpresa que pode render”, disse Flávio Moura. A ausência do nome de Daniel Piza, que publicou recentemente uma biografia sobre Machado de Assis, também foi motivo de perguntas. Flávio Moura disse que não só o Piza, mas uma série de autores excelentes que tratam da obra de Machado de Assis também ficaram de fora; mas era preciso pensar no enfoque pretendido pela FLIP. No vídeo, Moura fala sobre a escolha de Roberto Schwarz para “uma homenagem crítica e equilibrada” a Machado de Assis na palestra de abertura.
junho 6th, 2008 at 11:10
Roberto Shwarz é um nome excelente, mas outros autores também são importantes e fazem falta. Pode ser impressão minha, mas parece que a produção da FLIP tem um viés paulista e privilegia autores de certas editoras em detrimento de outros.
junho 12th, 2008 at 2:31
Que a FLIP sempre privilegiou autores da Companhia das Letras não é impressão, mas verdade estatisticamente comprovável. Mas o que queria comentar é a menção a Daniel Piza. Por que este picareta deveria ser convidado para a FLIP? A biografia que ele escreveu sobre Machado é uma piada. Aliás, espero que alguém da platéia pergunte ao Roberto Schwarz o que ele achou do livro do Piza sobre Machado. E espero que o Schwarz diga a verdade… Na época do lançamento da biografia, saiu uma resenha na Veja em que os inúmeros erros do Piza eram certeiramente apontados.