Obcecados por FLIP
Meses após publicar a nota Mistério na FLIP, o Jornal do Brasil fala do fenômeno “Obcecados por FLIP”. Muito embora eu não discorde que exista um “fenômeno FLIP”, só posso crer que o JB mais uma vez se utiliza de ironia. A existência de três vídeos no Youtube com declarações de Flávio Moura durante a coletiva de imprensa, indica apenas que alguém fez bom uso da tecnologia disponível. Três vídeos produzidos por alguém vinculado a um site que cobre o evento. Não se trata de fenômeno nem de obcecação. É trabalho.
Quanto ao fenômeno FLIP: sim, ele existe. Nos três últimos anos, os preços dos pacotes subiram assustadoramente. Só de 2007 para 2008, quase 25%. E mesmo assim não falta público. A maioria das pousadas já estava lotada em abril, quando já se costuma ter uma idéia dos autores convidados. Este fato me chamou muita atenção, pois a programação só foi divulgada - segundo Flávio Moura, ”com muita antecedência” -, no início de junho. Fiquei com a impressão que para a maioria das pessoas, o que importa é a festa, não a literatura.
junho 16th, 2008 at 22:32
Hum! Que legal! Tem gente procurando “Flavio Moura” no YouTube? Fãs? Já?! Muito interessante isso! Hehe!
junho 17th, 2008 at 20:01
Eu me pergunto quando é que o JB irá fazer a entrevista com Machado de Assis…
junho 19th, 2008 at 21:38
E quem vai de moto carregando uma barraca e uma caixa de livros na garupa? Encontrará onde levantar acampamento? Alguma dica?
Abraços!
junho 29th, 2008 at 7:34
Faltam 3 dias para a FLIP, e quero aproveitar esse momento para agradecer a Ana Aguirre e Sérgio Fonseca por todos esses meses de boas informações que esse blog me proporcionou. Desde a edição passada costumo ser um leitor assíduo de suas colunas, que se tornaram uma referência em termos de FLIP. Esse ano, particularmente, fiz acessos todos os dias, pois percebi que vocês informavam mais rapidamente que o site oficial. Vocês são um exemplo de dedicação e criatividade. Muito obrigado.
E para os que irão à festa pela primeira vez: porque somos obcecados por FLIP? É porque a FLIP é uma experiência única; é impossível compará-la com outras feiras e bienais. O clima em Parati transmite a sensação de caminhar entre as nuvens; só lá é possível alternar as experiências de caminhar pelas trilhas, descobrir novas praias, visitar cachoeiras e, ao final do dia, retornar ao caldeirão cultural das mesas de debates, com a sensação de estar flutuando.
Vocês podem chegar ao recinto da FLIP por terra, ar ou mar; mas, ao espírito da FLIP, só se chega através do pó de pirlimpimpim (e sem dúbias interpretações).
A FLIP é única. Aguardar a FLIP é como aguardar o Natal.
E àqueles que lerem essa mensagem, convido a acessar o link http://www.youtube.com/watch?v=otHZducVPgs&feature=related
Vocês verão Amelia Brightman e os Gregorianos interpretando “Moment of Peace” nas praias da Irlanda. Um som celestial para entrar em ritmo de FLIP.
Até lá.