João Gilberto Noll

João Gilberto Noll nasceu em 1946 em Porto Alegre (RS). Em 1969, após ter abandonado o Curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como jornalista nos jornais “Folha da Manhã” e “Última Hora”. Publicou seu primeiro conto na antologia Roda de Fogo (Ed. Movimento, 1970), organizada por Carlos Jorge Appel. Transferiu-se para São Paulo, onde trabalhou como revisor na Companhia Editora Nacional. Em 1971 retornou ao Rio e ao “Última Hora”, escreveu sobre teatro, literatura e música e concluiu o curso de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1980 publicou seu primeiro livro, O cego e a dançarina (Civilização Brasileira, 1980). Recebeu os Prêmios “Revelação do Ano”, da Associação Paulista de Críticos de Arte, “Ficção do Ano”, do Instituto Nacional do Livro e o “Prêmio Jabuti”, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1983, um de seus contos, Alguma coisa urgentemente, foi adaptado para o cinema por Murilo Salles, recebendo o título Nunca fomos tão felizes. O conto faz parte do livro Romances e Contos Reunidos (Cia. das Letras, 1997) e da antologia Os cem melhores contos brasileiros do século (Objetiva, 2000), organizada por Italo Moriconi.

Noll foi bolsista e professor convidado da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. Também foi escritor residente no King’s College, em Londres, em 2004. A partir de sua experiência na Inglaterra, ele escreveu o livro Lorde (Francis, 2004). Ainda em 2004, Mínimos Múltiplos Comuns (Francis, 2003) recebeu o Prêmio Jabuti de melhor capa, o segundo lugar para livro de contos e o Prêmio ABL de Ficção.

A máquina do ser (Nova Fronteira, 2006) ganhou o prêmio de melhor livro de contos do ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2007 e o Prêmio Bravo! Prime, de melhor livro do ano, conferido pela Revista Bravo.

Durante a FLIP estará relançando pela pela Record:

O cego e a dançarina,
A céu aberto,
A fúria do corpo,
Rastros do verão,
Acenos e afagos,
Bandoleiros.