Cees Nooteboom

O autor holandês Cees Nooteboom, educado por monges (franciscanos e augustinianos), possui variados talentos e interesses. Poeta notável, escritor viajante bem conhecido e novelista formidável, produziu um grande contingente de trabalho. Viajou muito, registrando suas impressões (e desacordos) em seus livros de viagem, e freqüentemente utilizando muito do que observou como inspiração tanto em sua poesia como em suas obras fictícias.
Sua ficção é de alguma forma experimental, usando habilmente alguns poucos dispositivos simples para efeito. Ele tem problemas para manter-se num nível completamente realista, mas os livros se mantêm fiéis, geralmente não apresentando muito mais do que algumas camadas de maquiagem para chegar à raiz dos pontos.
As questões filosóficas, literárias e artísticas apresentadas e discutidas em seus trabalhos diferem daquelas abordadas por seu conterrâneo Harry Mulisch, mas também são relevantes.
Escritor viajante na prática, viu muito do mundo e relata isso muito bem, revelando a si mesmo e seus interesses conforme as nações que atravessa viajando.
É sempre interessante ler Nooteboom, e também muito agradável. Ele sabe muito do mundo – geografia, história, psicologia, e arte – e sintetiza e transmite muito bem o que sabe.

No Brasil são encontrados os seguintes livros: A Seguinte História (Nova Fronteira, s/d) - Prêmio Literário Europeu de 1993 - , Rituais (Nova Fronteira, 1995), Caminhos para Santiago (Nova Fronteira, 2000) e Dia de Finados (Companhia das Letras, 2001). Paraíso Perdido (Comapanhia das Letras, 2008) será lançado no Brasil durante a FLIP 2008.

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Fonte: Complete Review
Tradução: Fernanda Nunes

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