Lucrecia Martel

Lucrecia Martel nasceu em 14 de dezembro de 1966, em Salta, Argentina. É diretora, roteirista e produtora de cinema.

De acordo com o crítico Joel Poblete, que escreve para a revista de cinema Mabuse, Lucrecia Martel é um dos membros do então chamado “novo cinema argentino”, iniciado em 1998.

Martel estudou animação na Escuela Nacional de Experimentación y Realización Cinematográfica (ENERC), Buenos Aires, por alguns anos, além de Ciências da Comunicação. Dirigiu alguns curtas entre 1988 e 1994, entre eles Rey Muerto (Rei Morto), em 1995, que formou parte de Historias Breves I e foi vencedor do Festival de Cinema de Havana, na categoria “melhor curta-metragem”.

Em conseqüência do fechamento de uma das escolas cinematográficas onde estudava, por carência de fundos, Lucrecia manteve-se como autodidata: “Eu assistia filmes, lia livros, escrevia. Eu era uma mente livre, porque tinha que ser”, disse.

Em 2001 dirigiu seu primeiro longa-metragem, La Ciénaga (O Pântano), vencedor do Urso de Ouro de Berlim e do Condor de Prata da Associação de Críticos de Cinema da Argentina (2002), além de outros festivais em 2001, como o Festival Internacional de Cinema do Uruguai (melhor primeiro filme), Festival de Cinema Latino-Americano de Tolouse (Grande Prêmio; descoberta da crítica francesa), Festival de Cinema de Havana (melhor diretor).

Em 2004, escreveu e dirigiu La Nina Santa (A Menina Santa), o qual ganhou da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes e recebeu menção honrosa dos críticos no Festival Internacional de Cinema de São Paulo, no mesmo ano. Em 2006, foi convidada para compor o júri do Festival de Cinema de Cannes.

La Mujer Sin Cabeza (A Mulher Sem Cabeça), novo longa-metragem dirigido e escrito por Lucrecia, e produzido pelos irmãos Almodóvar, deve estrear nas salas de cinema em junho deste ano, e foi selecionado para a Competência Oficial Do Festival de Cannes 2008, que ocorrerá entre os dias 14 e 25 de maio. O filme conta a história de uma mulher que dirige pela rua e atropela algo. Nos dias seguintes ao incidente, ela não reconhece os sentimentos que a unem às coisas e às pessoas; apenas deixa-se levar pela vida social. Numa noite, conta ao marido que matou alguém na rua. Voltam à rua, mas só encontram um cachorro morto, e amigos chegados à polícia confirmam que não existem informações sobre um acidente. Tudo se acalma e o mau momento parece superado, até que a notícia de uma descoberta macabra preocupa a todos novamente.

FILMOGRAFIA

El 56 (1988)
Piso 24 (1989)
Besos rojos (1991)
Rey muerto (1995)
La Ciénaga (2001)
La Niña santa (2004)
La mujer sin cabeza (2008)

Pesquisa: Fernanda Nunes
Fontes: netglimse.com e inforo.com.ar