Opiniões e matérias
BARNES & NOBLE | McMAFIA: Crime sem Fronteiras
Sinopse
Com o colapso da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, e a desregulação dos mercados financiadores internacionais em 1989, governos e empresariados tornaram-se igualmente intoxicados por previsões de expansão ilimitada para novos mercados abertos. Ninguém poderia antever que a grande história de sucesso que derivaria destes eventos seria a globalização do crime organizado.
McMafia é uma investigação destemida, circundante, e inteiramente autorizada sobre a habilidade atualmente comprovada do crime organizado internacional de encontrar e servir mercados dirigidos por uma conveniente demanda insaciável por mercadorias ilegais. Seja discutindo a máfia russa, os cartéis de drogas colombianos, ou os contrabandistas chineses, Misha Glenny torna claro como o crime organizado alimenta a pobreza nos países em desenvolvimento, como explora a tecnologia moderna na forma do crime cibernético e do roubo de identidade, e como tanto o crime globalizado quanto o terrorismo são abastecidos por uma fonte identificada: o triunfante afluxo de materiais proveniente do Oeste.
Para seguir os fios desta história crônica, Glenny comunicou-se com policiais, vítimas, políticos e membros do submundo global no Leste Europeu, nas Américas do Sul e do Norte, na África, Oriente Médio, China, Japão e Índia. A história do fenômeno do crime organizado, freqüentemente chocando o crescimento é verdadeiramente a história política central de nosso tempo.
McMafia vai mudar a maneira como vemos o mundo.
THE WASHINGTON POST | Jonathan Yardley
Este livro imensamente informativo descreve em vívidos detalhes a “mina de ouro” que a queda da União Soviética abriu para “criminosos, organizados e desorganizados”, os quais “foram também bons capitalistas e empresários”. Se existe uma lei de conseqüências não pretendidas, deve haver também uma de conseqüências não antecipadas, e aqui nós temos um dos exemplos mais claros. A queda do comunismo internacional foi também “uma grande vitória para o Oeste”, mas “a euforia inicial foi logo abafada por indicações, admitidamente em locais preferencialmente escuros, nas quais o novo mundo de paz e democracia veria alguns problemas nítidos”.
BARNES & NOBLE
The Godfather e Goodfellas foram grandes filmes, mas a recente globalização do crime organizado remodela os grandes heróis destes filmes como primitivos gângsteres do passado. McMafia, A pesquisa destemida de Misha Glenny apresenta insights sobre as atividades horripilantes dos senhores do tráfico colombianos, dos contrabandistas chineses, dos mafiosos russos e dos prósperos empresários do ópio afegãos. Reveladora e assustadora, essa compilação literária dá uma nova face às guerras ocultas que nós estamos nitidamente perdendo.
PUBLISHERS WEEKLY | Copyright 2007 Reed Business Information
Primeiramente correspondente da BBC mundial, Glenny (The Balkans, 1804-1999) apresenta uma jornada rebitada e dura pelos miríades sindicatos do crime que florescem em nosso mundo cada vez mais globalizado, respondendo por cerca de 20% do PIB global. Seguindo a rota da expansão do crime organizado, desde o comércio sexual germinante na volátil Bulgária pós-comunista até as elaboradas fraudes na Internet na Nigéria – Glenny espertamente combina entrevistas com peças-chave, estudos econômicos e análises sociológicas. Ele argumenta que o caos e a revolta política subseqüentes à decadência do comunismo no Leste Europeu, juntamente com a crescente demanda no Oeste e o fluxo facilitado de capital e pessoas propiciaram a oportunidade perfeita para o crime organizado conquistar uma base sólida no lado negro da economia global. A grande façanha de Glenny consiste em introduzir os leitores nos aspectos menos familiares sobre o crime internacional, desde a máfia do caviar no Casaquistão até o florescente comércio de maconha na Columbia britânica. Conseqüentemente, suas matérias de entrevista são equitativamente variadas: escravos sexuais em Tel Aviv, um co-conspirador nos atentados mortais em Mumbai em 1993, e os diplomatas de Washington dividem as páginas. Leitores em busca de um entendimento mais aprofundado sobre a vida real, a contraparte internacional para The Sopranos (A Família Soprano), devem procurar não mais que o atraente estudo de Glenny.
KIRKUS REVIEWS | Clare Conville/Conville & Walsh
Os atuais sindicatos do crime estã mais poderosos que nunca, e tendem a se tornar ainda mais. Assim adverte Glenny (The Balkans: Nationalism, War & the Great Powers, 1804-1999, 2000, etc.), primeiramente um correspondente da BBC na Europa Central. A marca particular do crime organizado naquela região está se espalhando pelo mundo, como o autor demonstra em detalhes persuasivos e alarmantes. Quando o conflito étnico na antiga Iugoslávia se acalmou, deixou em seu rasto “uma economia local naufragada e uma sociedade dominada por jovens rapazes cheios de testosterona, os quais estavam repentinamente desempregados”. Esta combinação, que levou rapidamente à corrupção social e à criminalidade nos Bálcãs, provou ser tóxica em partes da União Soviética desintegrada e nos países africanos e latino-americanos arrasados pelas guerras civis. A prosa animada de Glenny descreve uma volta em torno de países, estendendo-se da Bulgária ao Brasil e Nigéria, na qual a sombria economia de proteção, seqüestros, jogos de azar e contrabando ameaça tomar o lugar dos negócios legítimos – se é que já não o fez. (A globalização e as tecnologias de rede abriram oportunidades tanto para empresários quanto para gângsteres.) Baseada no habilidoso jornalismo investigativo do autor, esta pesquisa sobre as más ações internacionais provê uma leitura fantástica que surpreende mais de uma vez: quem sabia que o Oeste do Canadá possui mais sindicatos do crime organizado per capita que qualquer outra nação no mundo? Neste mundo, gângsteres e políticos, criminosos e cidadãos raramente encontram-se distanciados uns dos outros. Sublinhando estas ligações, Glenny escreve: “nenhuma organização criminosa é tão bem sucedida quanto aquela que conta com a retaguarda do Estado”. Ele perde a frieza quando amarra toda a sangria de volta àqueles que se consideram muito distantes desta realidade: consumidores do Oeste que, intencionalmente ou não, alimentam a fera com seus apetites por tudo, de drogas a prostitutas a mercadorias plásticas baratas. Em sua visão, o crime globalmente organizado é uma crise mundial ameaçadora e eclipsante com o terrorismo. Uma corrida assustadora por um mundo escuro experienciando “uma vigorosa primavera”.
Traduções: Fernanda Nunes







