Os organizadores da sétima edição da FLIP que ocorre entre 01 e 05 de julho informam alguns ajustes na programação do evento.
Por questões de agenda, a escritora francesa Catherine Millet, que antes dividia mesa na sexta-feira com Edna O´Brien, estará na programação do domingo. Deste modo, a programação terá alterações na sexta, dia 03, e no domingo, 05 de julho, conforme abaixo:
Sexta-feira, 03 de julho
15h
Mesa 8
Sentidos da transgressão
Edna O’Brien em conversa com Liz Calder
No início dos anos 1960, a irlandesa Edna O’Brien teve exemplares de seu livro Country girls queimados pela comunidade religiosa local, incapaz de aceitar que a vida sexual das personagens fosse descrita com tanta crueza. Desde então, compôs uma obra densa e multifacetada, marcada pelo confronto com o conservadorismo da Igreja Católica, pela luta em favor da autonomia feminina no meio artístico e pela análise da obra de um de seus mentores literários, James Joyce.
Domingo, 05 de julho
11h30
Mesa 16
As sem-razões do amor
[Esta mesa mudou de horário e agora passa a ser Mesa 17 às 14h30]
Catherine Millet em conversa com Maria Rita Kehl
Em 2001, a crítica de arte francesa Catherine Millet fez de sua vida sexual movimentada o tema de um livro – e sacudiu as hostes conservadoras na Europa e nos Estados Unidos. Em 2008, publicou um livro que é o reverso do primeiro: um relato de como foi dominada pelo ciúme ao saber das aventuras sexuais do marido. Nessa mesa em Paraty, ela discute sua trajetória literária incomum com a psicanalista Maria Rita Kehl.
14h30
Mesa 17
[Esta mesa mudou de horário e agora passa a ser Mesa 16 às 11h30]
O futuro da América
Simon Schama em conversa com Lilia Moritz Schwarcz
O futuro da América, livro mais recente do historiador inglês Simon Schama, revê a história dos Estados Unidos a partir dos temas da guerra, da religião, da imigração e da fartura. Os protagonistas são personagens comuns que atravessam momentos-chave da história do país – atores da “história narrativa” de que Schama é um dos mais notórios praticantes no mundo. Sobre esse trabalho, Schama conversa com a historiadora e antropóloga brasileira Lilia Schwarcz – um dos nomes fortes dessa corrente historiográfica no Brasil.
16h15
Mesa 18
Antologia pessoal
Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura
A memória afetiva é o mote desta mesa que encerra a homenagem a Manuel Bandeira. Amigo e correspondente do poeta, o professor Edson Nery da Fonseca relembra os anos de convivência no Rio e em Pernambuco. Ex-aluno de Bandeira, Zuenir remonta aos tempos de aprendizado com o mestre. Na mediação, o jornalista Humberto Werneck, biógrafo de Jaime Ovalle e bandeiriano de primeira linha.
Mediação: Humberto Werneck
18h
Mesa 19 - Livro de cabeceira
Autores da Flip leem trechos de seus livros prediletos
Autores FLIP 2009
* * * * *
Outra mudança ocorrida foi em relação ao título e tema da Mesa 7, às 11h45 de sexta-feira, dia 03, compartilhada pelos autores Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho.
O título da mesa, “A névoa da guerra” agora é “O avesso do realismo”.
A sinopse anterior:
O afegão naturalizado francês Atiq Rahimi ganhou o prêmio Goncourt pelo romance Syngué sabour (2008), centrado na história de uma mulher e do marido agonizante em meio ao conflito civil no Afeganistão. O filho da mãe (2009), de Bernardo Carvalho, também enquadra a violência da guerra por lentes sutis – o sofrimento das mães para saber sobre os filhos enviados para regiões de conflito. Esse é apenas um dos diversos pontos de partida para o debate entre os autores em Paraty.
A sinopse atual:
No trabalho de Bernardo Carvalho e de Atiq Rahimi invenção e experimentalismo falam mais alto do que as aspirações à prosa realista. Ambos não abrem mão da imaginação e do artifício como pilares da literatura – e levam ao limite a exploração das possibilidades abertas pela criação literária. Esse é apenas um entre os diversos pontos de partida para o debate entre os dois em Paraty.
Talvez a mudança (certamente para melhor) tenha ocorrido diante desta percepção: “esse é apenas um entre os diversos pontos de partida para o debate entre os dois”. Eu preferi este ponto, confesso.
Mais sobre todos os dias da programação principal aqui.
Então, seguimos esperando a programação Casa da Cultura sair do forno a qualquer momento. E quem sabe, a OFF FLIP nos traga boas notícias também. Esperemos com amor no coração, não é mesmo? ;o)